terça-feira, fevereiro 27, 2007

O Poder da Ilustração


Esta semana começou com outras leituras...primeiro a acção de formação "Ler antes de Ler" com Dora Batalim, depois o Projecto do Agrupamento de Escolas Verderena - Barreiro.
Este Agrupamento de Escolas trabalha de forma exemplar a ilustração.... a ILUSTRARTE é a musa inspiradora.
Parabéns!
A ilustração nos livros de literatura infanto juvenil não desempenha apenas a missão explicativa ou esclarecedora do texto, é mais do que isso.... complementa o texto, mas é simultaneamente uma outra leitura.
Voltarei a esta reflexão.

domingo, fevereiro 25, 2007

Livros, Poesia e Filosofia




O que é o nada?

Nada?


Por acaso já não o viste?

Repara: nem o viste nem o não viste.

Só vemos metade de tudo o que existe.


Não há nada dentro do nada?

Isso é o que se diz.

O nada está cheio de coisas

que não há que há.

se juntares um pirulim

e um anti- pirulim,

que são assim como um não e um sim,

ambos desaparecem de uma assentada.

Para onde vão eles, então? Para o nada.


Ou seja, o nada está cheio

de pirulins e de anti-pirulins,de nãos e de sins.

E do mais que por lá haverá.

Há quem lá tenha visto um zegalete,

um interstúncio e, vê lá tu, um cromolim.

É verdade, um cromolim.

ou antes, dois, um pequeno

e outro grande, dos maiores de todos.

Assim!


se não houvesse o nada,

não existia mais nada.

Para que aconteça alguma coisa

é preciso que não haja nada primeiro.

Onde nada há ouve-se a respiração

de tudo o que vai existir.


Tudo o que existe, já esteve lá, no nada.

Estas palavras vieram do nada.

Tu também vieste do nada.

se agora és,ao nada o deves.

Quando já não fores,lá voltarás,

e lá ficarás, à espera do que vai acontecer.

És um nada que espera, sem o saber.

E não digas que não és nada

porque ser nada é já um modo de ser.


Obrigada Álvaro de Magalhães!

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

terça-feira, fevereiro 20, 2007

O Plano Nacional de Leitura e a Biblioteca Escolar


O Plano Nacional de Leitura tem como um dos objectivos centrais “elevar os níveis de literacia dos portugueses e colocar o país a par dos nossos parceiros europeus”.
A escola desempenha um papel fundamental no cumprimento deste objectivo, sendo um dos espaços privilegiados onde os jovens têm contacto com os livros e onde alguns se iniciam como leitores.
Hoje, na maioria das escolas, os jovens podem usufruir de Bibliotecas Escolares, as quais disponibilizam serviços e recursos que permitem a todos tornarem-se leitores críticos, capazes de reflectir e de argumentar.
Enquanto, colaboradora da Rede de Bibliotecas Escolares, reflicto sobre a articulação do PNL e da Biblioteca Escolar. Lemos na sala de aula? Na Biblioteca? Ou em qualquer outro lugar?
O lugar para ler não é necessariamente importante. O importante é ler!
Ler na sala de aula é um exercício fundamental. Aqui desenvolve-se essencialmente uma técnica a três níveis: fonética, sintáctica e semântica. Aprende-se a ler vários tipos de textos.
Ler na Biblioteca Escolar é um acto de prazer! É aqui que os alunos deverão encontrar uma boa selecção de livros recreativos e de informação que respondam aos seus interesses e que se adeqúem aos seus percursos de aprendizagem.
A leitura em sala de aula e na Biblioteca Escolar complementam-se! O professor responsável pela Biblioteca deve implementar actividades que integrem a Biblioteca Escolar nos Projectos Curriculares de Turma.
Implementar o PNL é também reforçar articulação da sala de aula com a Biblioteca Escolar.
Boas Leituras!

domingo, fevereiro 18, 2007

A andorinha tem voado de livro em livro do Plano Nacional de Leitura.
Leituras novas , leituras redescobertas.... e, agora, mais uma vez admirados.
O Plano Nacional de Leitura tem provocado nos professores este magnifico efeito: pô-los a ler e "mexer" nos livros. E para espanto meu, um número signficativo de colegas, não conhecem a maioria dos livros recomendados. Deparando-me com situações destas, penso como podem os professores motivar, fomentar hábitos de leituras quando eles próprios não lêem? Não conhecem os livros que os nossos jovens admiram! e, mais, alguns escolheram os livros sem os conhecerem, sem nunca os terem visto. Chegados os livros, deparam-se com títulos que nada dizem aos seus alunos, nem a si, que não se adaptam aos ritmos de leitura... e agora? ficam os livros nas estantes à espera de um leitor? e a leitura na sala de aula?
Enquanto não tenho reposta para estas e outras questões, vou lendo e relendo os livros...

Um dos últimos livros que reli, e que faz parte da listagem de desconhecidos, pelo um grupo significativo de professores, é o magnífico livro de "Os Dois Corvos", de Aldous Huxley, o qual considero uma raridade. E é um livro recomendado para o 3º ano de escolaridade, destinado à leitura orientada na sala de aula.
É o único livro infantil escrito pelo autor, que inventou a história para sua sobrinha, Olívia Melusine de Haulleville. Os papéis com o texto original foram destruídos por um incêndio na casa de Huxley poucos anos depois de sua morte. Para a sorte dos pequenos leitores, os vizinhos de Olívia guardaram uma cópia da história.

O enredo desta fábula gira em torno da tragédia doméstica de uma mãe corvo que vê uma enorme cobra engolir um dos seus ovinhos, e assim fica desvendado o mistério do desaparecimento dos seus ovos, isto é, dos seus futuros filhotes. Quando o marido Corvo regressa, conta-lhe o sucedido pedindo-lhe que resolva o problema. O senhor Corvo e o seu grande amigo Mocho,depois de muito pensarem, resolveram fazer, com terra, uns ovinhos que, pintados de verde claro, eram iguais aos da Senhora Corvo, e colocaram-nos no ninho ficando à espera do que viria a suceder. A Dona Cobra, como sempre,trepou pela árvore, como de costume para matar a fome,mas desta vez, devorando os falsos ovos. Contorceu-se com dores e deu voltas e mais voltas em torno da árvore, acabando por morrer. A Senhora Corvo para se vingar da devoradora dos seus filhotes, esticou o corpo do malvado réptil e utilizou-o como corda onde secava as fraldas dos seus alados bebés.
A história é ricamente ilustrada pelos desenhos de Beatriz Alemagna.

Boas Leituras!