Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Exposição na fundação C. Gulbenkian - Fernando Pessoa

A Fundação Calouste Gulbenkian abriu as suas portas com uma excelente  exposição sobre o poeta Fernando Pessoa e os seus heterónimos, intitulada «Fernando Pessoa, Plural como o Universo».
Esta exposição  resulta    de uma colaboração entre a Fundação Gulbenkian, a Fundação Roberto Marinho e o Museu da Língua Portuguesa de São Paulo.

Até 30 de abril,  será possível encontrar na sede da Fundação Gulbenkian  poemas, textos, documentos, fotografias e pintura sobre um dos poetas maiores da história da literatura portuguesa.


A não perder!!!

segunda-feira, junho 13, 2011

domingo, março 20, 2011

Um poema por semana...


Idealizado por Paula Moura Pinheiro -- diretora-adjunta de programas da RTP2 -- e no seguimento da “tradição da poesia na televisão”, o programa pretende homenagear poetas como Cesário Verde e Miguel Torga (entre outros), poetas que marcam o nosso imaginário e a identidade portuguesa.
Com estreia agendada para o próximo dia 21 de Março, dia Mundial da Poesia, Um Poema por Semana é uma série de 75 episódios, com cerca de três minutos cada, em que o mesmo poema é dito de segunda a sexta-feira, por cinco pessoas diferentes

Os diseurs não podiam ser mais diferentes: homens e mulheres, jovens e mais idosos, estudantes, juristas, reformados, actores, portugueses, brasileiros, angolanos e italianos falantes de português – cada um com uma interpretação apaixonada e única do mesmo texto.



A escolha dos poemas ficou a cargo de José António de Vasconcelos, jornalista intimamente ligado à cultura e director do mítico Jornal de Letras.
Um Poema por Semana vai para o ar entre programas  e conta com três emissões diárias: antes das 14h30, repete às 18h30 e antes das 22h00.

Fonte: propagandista social

sexta-feira, março 18, 2011

Poesia....


A próposito do dia Mundial da Poesia  ... apetece-me partilhar um dos meus poemas favoritos

 
Liberdade


Ai que prazer

Não cumprir um dever,

Ter um livro para ler

E não o fazer!

Ler é maçada,

Estudar é nada.

O sol doira

Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,

Sem edição original.

E a brisa, essa,

De tão naturalmente matinal,

Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.

Estudar é uma coisa em que está indistinta

A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,

Esperar por D. Sebastião,

Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...

Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca

Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto

É Jesus Cristo,

Que não sabia nada de finanças

Nem consta que tivesse biblioteca...


Fernando Pessoa

terça-feira, março 23, 2010

Uma noite de poesia



para ver o programa clique AQUI

Na noite ( no passado domingo, dia 21 de Março) do Dia Mundial da Poesia José Carlos de Vasconcelos - o poeta-diseur que, de 1960 a 70, correu o país com poesia de intervenção - e Cristina Paiva - a actriz fundadora da Companhia de Teatro Andante, que desde o início da década corre as escolas, as bibliotecas e as prisões com espectáculos de poesia - falam-nos do poder mobilizador da poesia. Sophia de Mello Breyner, Eugénio de Andrade, Ruy Belo, Alexandre O’Neill, Fernando Pessoa, Fernando Assis Pacheco e muitos outros chegam-nos pelas vozes de José Carlos de Vasconcelos e de Cristina Paiva. Levamo-lo ainda a uma sessão de Poetry Slam, a moda urbana nascida nos EUA, derramada por todas as capitais europeias e que chegou agora a Lisboa para ficar. Uma emissão que é um festival de poesia.

Foi um excelente programa!

Não posso deixar de elogiar o trabalho da Cristina Paiva... acompanho as produções da Andante ... e conheço a Cristina desde dos tempos da escola secundária. Parabéns à Cristina! Parabéns à Andante.

domingo, novembro 29, 2009

Viagens

Hoje, pensei em viagens... as que já fiz e as que gostaria de fazer....



depois lembrei-me do poema do Pablo Neruda

"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»