quinta-feira, abril 29, 2010

mobile websites



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Que biblioteca escolar para a Geração iPhone?



A biblioteca escolar ocupa um lugar privilegiado no seio da instituição educativa, devendo, por isso, explorar adequadamente o meio digital, ampliando a sua actuação para além das paredes da escola (Campos, 2007).

Cada vez mais é preciso disponibilizar o acesso às obras em diferentes formatos e através de diferentes dispositivos, por isso as bibliotecas escolares devem possibilitar um acesso rápido ao material de aprendizagem em ambientes, como museus,visitas de estudo ou nos corredores e recreios da escola

No workshop sobre Mobile Learning, a professora Adelina Moura apresenta algumas ideias que a biblioteca escolar deve ter em atenção na era da mobilidade:

1) assegurar que o site da biblioteca esteja acessível e redimensionado para ser acedido através de dispositivos de pequeno ecrã, preparando-se para o número crescente de utilizadores com acesso à Internet através de dispositivos móveis.
2) proporcionar visitas guiadas em áudio sobre o espólio existente e a forma de utilização dos espaços e serviços da biblioteca.
3)permitir o uso do telemóvel no interior da biblioteca (modo silencioso),permitindo o acesso à informação.
4)proporcionar um serviço de alertas dando ao utilizador a possibilidade de escolher o meio a utilizar: via SMS ou email(Mills, 2009).

domingo, abril 25, 2010

25 de Abril- Dia da Liberdade

Foi em 1974...



Hoje, para festejar o 25 de Abril recordo a Vieira da Silva





... recordo uma música do Zeca



... recordo um livro que li quando era adolescente e que me fez que pensar...



A vida da fábrica, o ar pesado de fumaça, a vida cinza... O homem é o retrato da violência do meio. Trabalha, contrai matrimônio, tem filhos, enterra muitos, bebe, é espancado, espanca e morre. Quando o serralheiro Mikhail Vlassov falece, restam a mãe viúva e o filho. Uma relação quase desconhecida: falavam pouco e quase não se viam. Um dia após o jantar, a mãe pergunta o que o filho lê e surge o primeiro vínculo entre os dois no segredo compartilhado: “Leio livros proibidos. Os livros são proibidos porque dizem a verdade sobre a nossa vida de operários... São impressos às escondidas e, se os encontram aqui, metem-me na prisão, porque eu quero saber a verdade.”

sábado, abril 24, 2010

Dios es una biblioteca

Ainda a propósito do dia mundial do Livro...



... chegou-me um artigo fantástico publicado ontem no El País - Dios es una biblioteca

Un libro también es un objeto, una materia, una representación, un símbolo, una dimensión. El libro electrónico, el e-book, efímeros en sí mismos como soportes (qué pasó sino con el vídeo, el dvd y lo que venga), le robarán terreno al libro impreso, pero difícilmente podrán arrojarlo de nuestras vidas y nuestra manera de vivirlas. De haber habitado en la época en que se pasó de la oralidad a la escritura en papiro o pergamino, yo no hubiera estado en contra de este proceso evolutivo; de la misma manera que hubiera apoyado a Gutenberg cuando relegó a la escritura al ámbito privado.
Ler o artigo todo AQUI

sexta-feira, abril 23, 2010

Dia Mundial do Livro 2010



Hoje é dia de promover a leitura e os livros.... é dia de Festa!




A ideia da comemoração do DIA MUNDIAL DO LIVRO teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, é oferecida uma rosa a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.



A propósito desta tradição a revista de ilustração Pinzellades al món partilha algumas imagens muito atraentes:








BOAS LEITURAS!

quinta-feira, abril 22, 2010

Cómo plantear la labor de selección en las bibliotecas para niños y jóvenes hoy



Comecei uma nova experiência - fazer um curso online e em castelhano - Cómo plantear la labor de selección en las bibliotecas para niños y jóvenes hoy. O curso é promovido pela FUNDACIÓN GERMÁN SÁNCHEZ RUIPÉREZ.

23 de Abril - Dia Mundial do Livro



este é o cartaz de 2010.

A DGLB está a articular este dia (23 de Abril) com o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social através da campanha Um livro faz-me mais rico, em colaboração com as Bibliotecas Municipais.(BM) Conheça as BM participantes.

O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram escritores como Cervantes e Shakespeare.

Se não estudas estás Tramado



Vou ler!

Biblioteca Digital Mundial




A Biblioteca Digital Mundial foi inaugurada na passada terça-feira, em Paris. É da Unesco. Podemos aceder a manuscritos raros,ampliar fotos, entre muitas outras potencialidades.... esperimentem AQUI

segunda-feira, abril 12, 2010

quinta-feira, abril 08, 2010

segunda-feira, abril 05, 2010

Parabéns à Alice!



Hoje, é o aniversário da Alice ... que a vida te encante com muitas histórias e que os livros estejam sempre presentes.Um beijo muito especial.

Solar



Estou a ler o Solar, de Ian McEwan... sou fã, assim como muitos portugueses.

Solar, como o título pode indiciar, trata de um assunto que assusta o planeta, mas não abandona um tema tradicional e caro a McEwan. O primeiro caso são as alterações climáticas. O segundo, as dificuldades de relacionamento entre pessoas, designadamente entre marido e mulher.

O romance desenrola-se nos últimos dez anos e é composto por três partes. A primeira parte começa assim: "Ele pertencia a esta espécie de homens – de aparência vagamente desagradável, muitas vezes calvos, baixos, gordos, inteligentes – que são inexplicavelmente atraentes para certas mulheres belas".

A vida pessoal do físico cinquentão é uma verdadeira catástrofe! De certo modo, ele representa o nosso planeta, num fervor crescente de consumo. Consome comida, ficando cada vez mais gordo à medida que o enredo avança e... consome mulheres! O romance inicia-se com a ruína do seu quinto casamento, na segunda parte, uma outra mulher e um filho...e finalmente, na terceira parte um outro envolvimento, desta vez no deserto do Texas onde irá ser inaugurada a revolucionária central solar. O mundo poderia ser salvo, mas ele estava perdido.

A não perder!

sexta-feira, abril 02, 2010

Avaliação do Programa Rede de Bibliotecas Escolares

Já está disponível no sítio RBE o estudo de Avaliação do Programa Rede de Bibliotecas Escolares realizado pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, ISCTE, sob coordenação do Professor Doutor António Firmino da Costa



Para ler e reflectir.

2 DE ABRIL - Dia Internacional do Livro Infantil



No âmbito desta comemoração e do Ano Internacional da Biodiversidade a DGLB lança um Passatempo a todas as crianças - pesquisar sobre a variedade dos animais que povoam a terra, ao mesmo tempo que incentiva a criatividade, a imaginação e a escrita.




Este ano de 2010 coube à escritora espanhola Eliacer Cansino (Sevilha, 1954) a redacção da mensagem. O cartaz do IBBY é da autoria da ilustradora Noemí Villamuza (Palencia, 1971).

MENSAGEM
Era uma vez
um barquinho pequenino,
que não sabia,
não podia
navegar.
Passaram uma, duas, três,
quatro, cinco, seis semanas,
e aquele barquinho,
aquele barquinho
navegou.
Antes de se aprender a ler aprende-se a brincar. E a cantar. Eu e os meninos da minha terra entoávamos esta cantiga quando ainda não sabíamos ler. Juntávamo-nos na rua, fazendo uma roda e, ao despique com as vozes dos grilos no Verão, cantávamos uma e outra vez a impotência do barquinho que não sabia navegar.
Às vezes construíamos barquinhos de papel, íamos pô-los nos charcos e os barquinhos desfaziam-se sem conseguirem alcançar nenhuma costa.
Eu também era um barco pequeno fundeado nas ruas do meu bairro. Passava as tardes numa açoteia vendo o sol esconder-se à hora do poente, e pressentia na lonjura – não sabia ainda se nos longes do espaço, se nos longes do coração – um mundo maravilhoso que se estendia para lá do que a minha vista alcançava.
Por detrás de umas caixas, num armário da minha casa, também havia um livro pequenino que não podia navegar porque ninguém o lia. Quantas vezes passei por ele, sem me dar conta da sua existência! O barco de papel, encalhado na lama; o livro solitário, oculto na estante, atrás das caixas de cartão.
Um dia, a minha mão, à procura de alguma coisa, tocou na lombada do livro. Se eu fosse livro, contaria a coisa assim: «Certo dia, a mão de um menino roçou na minha capa e eu senti que as minhas velas se desdobravam e eu começava a navegar».
Que surpresa quando, por fim, os meus olhos tiveram na frente aquele objecto! Era um pequeno livro de capa vermelha e marca-de-água dourada. Abri-o expectante como quem encontra um cofre e ansioso por conhecer o seu conteúdo. E não era para menos. Mal comecei a ler, compreendi que a aventura estava servida: a valentia do protagonista, as personagens bondosas, as malvadas, as ilustrações com frases em pé-de-página que observava uma e outra vez, o perigo, as surpresas…, tudo isso me transportou a um mundo apaixonante e desconhecido.
Desse modo descobri que para lá da minha casa havia um rio, e que atrás do rio havia um mar e que no mar, à espera de partir, havia um barco. O primeiro em que embarquei chamava-se Hispaniola, mas teria sido igual se se chamasse Nautilus, Rocinante, a embarcação de Sindbad ou a jangada de Huckleberry. Todos eles, por mais tempo que passe, estarão sempre à espera de que os olhos de um menino desamarrem as suas velas e os façam zarpar.
É por isso que… não esperes mais, estende a tua mão, pega num livro, abre-o, lê: descobrirás, como na cantiga da minha infância, que não há barco, por pequeno que seja, que em pouco tempo não aprenda a navegar.

ELIACER CANSINO
Tradução: José António Gomes