quinta-feira, julho 17, 2008

O Rapaz do Pijama às Riscas

Não consegui parar de ler.... devorei páginas atrás de páginas, numa só tarde!

Na contracapa podemos ler:

"Esta é uma história especial e muito difícil de descrever. Embora fosse normal incluir aqui algumas pistas sobre o conteúdo, entendemos que neste caso isso iria prejudicar a experiência da leitura.
Pensamos, de facto, que é importante começar a ler esta obra sem saber do que ela trata e, para os mais curiosos, avançamos apenas isto: quem ler este livro vai embarcar numa viagem com um rapaz de nove anos chamado Bruno; e, mais cedo ou mais tarde, vai chegar com o Bruno a uma vedação...
Vedação como essa, existem um pouco por todo o mundo. Oxalá o leitor nunca encontre nenhuma igual."

Medo

Nos últimos tempo tenho-me dedicado ao tema do Medo na Literatura Infantil e descobri mais um livro delicioso....







CLICA em cima do livro e devora-o....

sexta-feira, julho 04, 2008

Animals Save the Planet


Um conjunto de pequenos filmes animados podem ser elucidativos para a discussão dos problemas ecológicos. A BE pode disponibilizá-los...


Para visualizar.... AQUI

quinta-feira, julho 03, 2008

Revista POENZA

A revista de Literatura Infantil e Juvenil - Poenza - foi galardoada com o Prémio Baldufa D'Or , concedida pela Revista Faristol . Poenza distingue-se por todo o seu trabalho em torno da difusão e desenvolvimento da leitura e da literatura Infantil.
Parabéns!

terça-feira, junho 10, 2008

Um milhão de Borboletas




A primeira vez que Nelius as viu foi durante a noite, a voarem à volta da sua cabeça: um milhão de borboletas. Nelius não sabia de onde vinham mas os pais sabiam que era o momento de ele partir. A sua mãe preparou um saco com comida e bebida para a viagem.

Um Milhão de Borboletas é uma história sobre crescer, partir e voltar para casa.
A ilustração é de Carll Cneut



sábado, junho 07, 2008

domingo, junho 01, 2008

Dia Mundial da Criança


O Dia Mundial da Criança não é só um dia de festa, é um dia que se recorda as centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações.
O primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950.

A UNICEF é uma agência das Nações Unidas que tem como objectivo promover a defesa dos direitos das crianças, ajudar a dar resposta às suas necessidades básicas e contribuir para o seu pleno desenvolvimento.

Ler Doce Ler



Vá até à Feira do Livro .... leve o seu filho... leia-lhe um livro.... compre-lhe um livro!


segunda-feira, maio 26, 2008

Malasartes - Cadernos de Literatura Para a Infância e a Juventude

Voltou! O nº15 II série já está nas bancas.


Malasartes - Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude - é uma revista essencial para todos aqueles que trabalham em bibliotecas, investigadores, professores e promotores e animadores da leitura, pais, editores e livreiros.

Esta nova série apresenta algumas novidades:
  • Passa a ser uma revista científica, obedecendo, por isso, a determinados critérios de selecção e edição dos textos e a dispor de um comité científico, além da direcção-geral e da direcção artística.-
  • Passa a ser uma revista de Portugal e da Galiza, com textos apresentados nos respectivos idiomas, com uma direcção portuguesa , José António Gomes e uma subdirecção galega, Blanca-Ana R. Rechou.
  • Aumenta para mais do dobro a sua extensão, sendo a periocidade de dois números por ano.

Revista LER


A revista LER, fundada em 1987, regressa de novo às bancas,agora mensalmente.
Totalmente renovada, com uma nova imagem gráfica, ligeira, com a maior informação possível sobre os livros à venda em Portugal — mas com a vivacidade de sempre, afastando a ideia de que é um produto exclusivamente intelectual.
Da actual edição destaca-se a fantástica entrevista com António Lobo Antunes.

terça-feira, maio 20, 2008

As Benevolentes



Jonathan faz-nos reviver os horrores da segunda Guerra Mundial do lado dos verdugos, ao mesmo tempo que nos conta uma vida como poucas vezes foi contada: As Benevolentes é uma epopeia de um ser arrastado pelo seu próprio percurso e pela História.

Possivelmente não iremos encontrar este livro na Bibliotecas Escolares, mas não posso deixar de o aconselhar. A não perder!

A Cavalo do Tempo


Luísa Ducla Soares nasceu em Lisboa, a 20 de Julho de 1939, licenciou-se em Filologia Germânica e exerceu actividades de jornalista, tradutora e escritora, prestando actualmente serviços na Área da Informação Bibliográfica da Biblioteca Nacional. Em 1972, publicou o seu primeiro livro, A História da Papoila. Recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian para o melhor livro de literatura infantil no biénio 1984-1985 e o Grande Prémio Calouste Gulbenkian pelo conjunto da sua obra em 1996.
A sua obra é multifacetada, varia entre a narrativa, a poesia, a novela para um público adolescente e ainda faz recolhas de textos da tradição oral, onde se destaca as Lenga-Lengas e os Destravas Línguas.
A obra escolhida para ser analisada é A Cavalo no Tempo, uma colectânea de poesia lúdica, a qual se caracteriza por um reforço do poder da comunicação sonora, privilegiando os jogos linguísticos. São-nos apresentados 23 poemas que abordam uma grande diversidade de temas: o tempo, humor, o sonho, o materialismo, o consumismo, não esquecendo as questões actuais como a ida ao hipermercado, o computador e os bebés provetas.
A obra da Luísa Ducla Soares desenvolve-se numa simplicidade do enredo, da estrutura, dos temas, da linguagem o que permite uma aproximação aos leitores, muito significativa. Simplicidade não é sinónimo de simplificação. Como afirma Manzano (1988) ” Sem menosprezar a simplicidade, a literatura infantil tem de favorecer um progresso enriquecimento temático e linguístico, tem de converter-se num caminho estrutural e expressivo adequado á capacidade de assimilação infantil.” O uso recorrente à apóstrofe facilita a comunicação com o leitor, introduz na criança um outro olhar sobre o mundo, permite o desenvolvimento de práticas lúdicas e expressivas.
A influência da literatura oral tradicional é visível na poesia de Ducla Soares, prova disso é o uso do recurso estilístico anáfora, presente no poema L de Lisboa:
(…)
Lisboa
das lojas,
dos largos,
do luxo,
do lixo,
do labor …..

o uso do refrão, próprio das canções populares e presente no poema Diz o Avô, também são exemplo das raízes tradicionais.
A autora conhece o universo dos seus destinatários o que mais uma vez permite a eficácia no processo comunicativo.
O humor é característica na obra poética da autora, na obra analisada não é frequente, apenas se identifica uma passagem de humor escatológico, muito do agrado dos mais novos:
(…)
A Rainha Santa
não tinha sanita.
onde iria ela
Se estava aflita?
Na obra em questão, a construção estrófica é muito variada, oscilando entre as quadras, as oitavas, décimas ou estrofes com 16 versos o que imprime ritmos diferentes e facilita jogos linguísticos. A aliteração presente em alguns poemas provoca um efeito significativo, muito do agrado dos leitores mais jovens:
“ O Porto com suas pontes
O porto com suas pedras
Seus painéis pintados nas paredes
Suas praças de paz
Seus produtos
Seus passeios
Seus pardais.
(…)”
Na obra A Cavalo no Tempo a primeira questão que se coloca é: porquê a cavalo? e não outro meio de transporte mais rápido? A simbologia do cavalo está associada aos ritos de passagem, ao transporte da alma para o mundo dos mortos. Os cavalos são a morte e a vida. Como veículo ou montada do homem, o cavalo tem o seu destino interligado ao dos seres humanos. Durante o dia, é o cavaleiro que induz o cavalo, mas à noite é o cavalo que na escuridão dirige os destinos do homem e assim se torna vidente e guia. Na obra de Ducla Soares, o cavalo conduz-nos ao ciclo da vida, galopando entre a infância e a idade madura, entre a criança e o adulto, entre o passado e o presente. O tempo escapa-nos ao nosso controlo, o instante é fugaz obrigando-nos a viver entre as memórias do passado e os sonhos e desejos do futuro. A incapacidade de controlar o tempo é visível no poema O Tempo:
(…)
Mas onde moras, ó tempo,
Que não te consigo achar?
(…)
Pelas pedrinhas da rua
O tempo fui procurar.
(…)
O tempo que não achei
Já me fez envelhecer.
A obra inicia-se com o tema do tempo, de forma bem explícita e termina exactamente da mesma forma, transmitindo-nos a ideia do eterno retorno. Esta concepção filosófica mostra-nos que o Mundo não é feito de pólos opostos e inconciliáveis, mas de faces complementares de uma mesma - múltipla, mas única – realidade, como por exemplo a vida e a morte, o ser criança é uma fase da vida, a qual se complementa com a vida adulta. As fases da vida são instâncias que se alternam eternamente. O tempo é infinito, as combinações de forças em conflito, isto é a criança e o jovem, o adulto e o velho (que surge na figura dos avós), são momentos finitos que em algum momento futuro tudo se repetirá infinitas vezes. Assim, os mesmos factos retornam indefinidamente.
O tempo antigo, a noção de história é abordado de uma forma divertida e humorística no poema Antigamente. Uma longa viagem entre personagens históricas como Adão e Eva, Jesus e Maria, Dom Afonso Henriques Rainha Santa, Vasco da Gama, Luís de Camões e Marques de Pombal conduz à interrogação dos jovens sobre a sua insatisfação materialista.
No poema Na Máquina do Tempo o tempo é abordado no sentido da necessidade de ser recuperado. O poema termina lançando o desafio de viajar na máquina do tempo, sonhando que é possível recuperar tempo das brincadeiras, o tempo da infância, através da máquina do tempo. A capacidade imagética é ao mesmo um desafio aos jovens que tanto se preocupam com o mundo material, desprezando outros valores e atitudes.
Todos os temas incentivam a curiosidade do leitor mais jovem, sobre o mundo que o rodeia conduzindo a uma reflexão sobre a existência, a forma como nos relacionamos com os outros ou ainda com os problemas sociais e éticos. O problema da existência, a busca de um sentido está expresso no poema Quem és tu?
(…)
Tenho uma piscina aquecida,
Um cavalo para montar,
E como sempre marisco
No restaurante, ao jantar
(…)
- Afinal tu não existes,
és só aquilo que tens,
um zero todo coberto
de uma montanha de bens.

A vida humana é uma tarefa permanente e nunca acabada, e o homem é essencialmente um projecto, aquele que cada um de nós é, resulta das respostas que diariamente vamos dando às situações vividas. Infelizmente, a maioria das pessoas opta por respostas fáceis e pela ostentação com o objectivo de alcançar um status social. Estes hábitos e atitudes são transmitidos aos mais jovens, valorizando as roupas de marca, a quantidade de jogos do game-boy, o telemóvel de última geração. Os jovens apropriam-se de valores menos construtivos para a pessoa humana. O ter é valorizado face ao ser. A crítica social está presente em muitos dos poemas, o jovem leitor é interpelado neste sentido, na esperança que a resposta seja dada e reforçada a acção pedagógica.
Na poesia de Ducla Soares há um apelo à dimensão social e ética, à formação da pessoa humana. Os pequenos actos são valorizados e neles reside o verdadeiro valor da nossa existência, por isso há uma desmistificação da ideia que os heróis são perfeitos, que matam, arrasam, aqui o herói comete pequenos, grandes actos, o de plantar, criar, construir ou simplesmente de seduzir. Esta ideia é transmitida no poema Heróis:
(…)
Dizem que é um herói,
Conquistou trinta países.
Eu cá conquistei a Rosa
E somos muito felizes.

Um último aspecto relevante nesta análise é a ilustração e como é articulado o texto e a imagem, esta da autoria de Teresa Lima. A ilustração é um elemento fundamental na Literatura Infantil e Juvenil, uma vez que permite desenvolver outras competências, só recentemente apreciadas, nomeadamente o sentido estético, a leitura de imagens e a articulação da linguagem visual com a textual.
As guardas apresentam relógios toscos, ponteiros fora dos relógios, talvez perdidos procurando o tempo certo e a presença de ampulhetas recordando formas mais arcaicas de contar o tempo. Há uma focalização num pormenor determinante para introduzir o tema principal: o tempo! As guardas representam uma ideia já presente na capa do livro, esta repetição justifica-se pela dificuldade de abordar um conceito abstracto – o tempo - e por isso mais difícil para os mais jovens. Neste caso específico, está-se perante guardas decorativas, isto é a ilustração parte de um motivo relativo à história que irá ser abordada na obra.
As ilustrações da obra A Cavalo no Tempo funcionam como um complemento do texto, permitindo o deslocamento de informações para as imagens, atrair e cativar a atenção do leitor, aprofundar e ampliar as possibilidades do texto. O poema Quem és tu? é acompanhado de uma ilustração que segue o conteúdo do texto, realçando as roupas de marcas apreciadas pelos jovens e terminando com o jovem e as suas setes namoradas. A ilustração do poema L de Lisboa possibilita-nos adivinhar o seu conteúdo pela ilustração. Repare-se no pormenor do cabelo da fadista, formando um L que dá o título ao poema. Significa que a ilustradora se apropriou do texto e a sua ilustração não é mais do que uma recriação da sua leitura. A ilustração do poema O Tempo é um exemplo que a ilustração poderá permitir um aprofundamento da história ou ampliar as possibilidades da história: que significado terá um coração com ponteiros? Ou uma ilha ensombrada com uma ampulhetas? Ou um bosque cujas raízes estão assente num relógio? De certeza que nenhum leitor será indiferente à mensagem poética, aos alertas lançados pelo sujeito poético, à sonoridade de uma leitura em voz alta ou ainda à mensagem visual!



Partilho esta minha reflexão...
andorinha



quarta-feira, abril 23, 2008

23 de Abril - Um dia a Ler.

O dia 23 de Abril é celebrado em mais de 100 países, trata-se do Dia mundial do Livro e dos Direitos de Autor

A data foi instituída pela Conferência Geral da UNESCO para prestar tributo aos grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram neste dia. É o caso de Cervantes, Shakespeare, Inca Garcilaso de la Vega e Vladimir Nabokov. A celebração procura também encorajar as pessoas, especialmente os mais jovens, “a descobrir o prazer da leitura e a respeitar a obra insubstituível daqueles que contribuíram para o progresso social e cultural da Humanidade” (UNESCO).


Muitas foram as Bibliotecas Escolares que festejam este dia.

quarta-feira, abril 16, 2008

Escrever...


A frequência do curso de mestrado - MGIBE - na UA, obriga-me a retomar hábitos de escrita.
Um texto não está acabado quando o acabo de escrever, mas sim quando o acabo de reler!

terça-feira, abril 01, 2008

Astrid Lindgren

"Astrid Lindgren é uma das escritoras mais populares na Suécia e no mundo. Faleceu aos 94 anos de idade em 2002, mas os seus contos são eternos. Para honrar a sua memória, e fomentar a literatura infantil e juvenil mundialmente, o Governo Sueco estabeleceu um prémio internacional em sua memória: O Prémio de Literatura em Memória de Astrid Lindgren."

O Prémio de Literatura em Memória de Astrid Lindgren 2008 foi para a
escritora australiana Sonya Hartnett. Esta galardão será entregue no dia 28 de Maio de 2008 numa cerimónia em Estocolmo.

para saber mais: http://www.alma.se/default_a.aspx?id=247&epslanguage=EN

segunda-feira, março 31, 2008

Dia Internacional do Livro Infantil 2008


Mensagem do 2 de Abril de 2008
Dia Internacional do Livro Infantil


Os livros iluminam, o conhecimento encanta

A busca de conhecimento por meio da leitura tem de tornar-se uma prioridade e deveria ser incrementada logo na infância.
Desde muito cedo se incute nas crianças tailandesas o desejo de conhecimento pela leitura, com base numa tradição e numa cultura sublimes.
Os pais são os primeiros professores das crianças e os monges tornam-se os principais mentores da sua orientação e educação, intelectual e mental, tanto no que respeita aos assuntos do mundo como no tocante aos valores espirituais.
Encontrei inspiração para a minha ilustração em ancestrais tradições do meu país. Por um lado, a tradição de contar histórias às crianças, por outro, a de aprender pela leitura de inscrições em folhas de palmeira e em tabuinhas que se destinam exclusivamente a ser lidas.
As narrativas escritas em folhas de palmeira provêm da tradição budista. Contam a vida de Buda e recontam histórias das jatakas (fábulas e parábolas), com a nobre intenção de cultivar as mentes jovens e de lhes instilar fé, imaginação e um sentido moral.
Chakrabhand Posayakrit

Tradução: José António Gomes
Chakrabhand Posayakrit nasceu em 1943, em Banguecoque. Formou-se em Pintura pela Universidade de Silpakorn, em 1968, e ensinou na Faculdade de Artes Decorativas da mesma universidade. Doutorou-se em Artes pela Universidade de Chulalongkorn, em 1989, e, actualmente, dedica-se, por inteiro, à sua criação artística.
Além de uma importante obra no domínio da pintura e da ilustração, o artista dedicou-se recentemente à criação de marionetas e à pintura de cenas inspiradas na literatura tailandesa. No poster que acompanha a sua mensagem, Posayakrit regista uma cena tradicional da cultura tailandesa: diante da sua mesa de leitura, uma criança debruça-se sobre as inscrições de um livro de bambu, evocando assim o saber que emana de antigas jatakas budistas, uma colecção de narrativas populares (contos, fábulas e principalmente parábolas) cujo propósito é iluminar o caminho dos homens rumo à sabedoria.


A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil),
Secção Portuguesa do IBBY.

sábado, março 22, 2008

Seminário


Dia 28 de Março, na F. C. Gulbenkian.
Para mais informações consulte: http://www.theka.org/

O Sonhador

Como seria estar dentro do corpo de um gato, apanhar um ladrão em flegrante, desmascarar o rufião da escola ou tornar a família invisível?

Peter Fortune é um rapaz de dez anos que pensa nestas coisas e vive algures entre a fantasia e a realidade. Mas os adultos não o compreendem nem imaginam as coisas fantásticas que lhe passam pela cabeça e, por isso, os seus sonhos só lhe trazem problemas.

Esta obra é de Ian McEwan. Para saber mais sobre este autor consulte: http://www.ianmcewan.com/

A não perder!

quinta-feira, março 20, 2008

As Bibliotecas Escolares e o Currículo

Na última reunião de coordenadores interconcelhios o Carlos P. partilhou. Muito obrigada!

Mais uma vez, o mote foi dado, agora haja reflexão! E não esquecer que boas ideias devem conduzir a BOAS PRÁTICAS.

quarta-feira, março 19, 2008

Nova Editora

Uma nova editora infanto-juvenil surgirá, no próximo dia 24 de Março, com "A árvore generosa" de Shel Silverstein.
Caso a curiosidade aperte, saibam mais em: http://www.bruaa.pt/

Feira do Livro Manuseado

Está a decorrer na livraria da Assírio & Alvim a Feira do Livro Manuseado.
Aqui encontrará livros com pequeníssimos defeitos, muitas vezes imperceptíveis, mas que mantêm dentro de si toda a intensidade e fulgor das palavras. Encontre os melhores livros aos melhores preços. Afinal, quem lê por gosto não cansa!

De segunda-feira a sábado, das 10:00 às 13:00 horas e das 14:00 às 19:00 horas. Encerra aos feriados.
Na Rua Passos Manuel, 67-b; 213583030.

terça-feira, março 18, 2008

Shine

Ontem revi... e dei a conhecer aos meus filhos.



O filme Shine descreve a história real do pianista australiano David Helfgott.
Filme comovente, à base de flashbacks, desde a infância de David, sua evolução musical, seu encontro com a loucura e a música de Rachmaninoff, sua restauração e relativa adaptação psicológica graças ao amor e à compreensão humana.


O Livro de Pedro

Maria, que traz um filho dentro da barriga, conta à sua filha a história da sua infância. Uma história simples, de uma criança feliz.O que torna esta história especial é o facto de Maria ter dois pais: O Pedro e o Paulo... O tema abordado - a homossexualidade - não é usual na literatura para os mais jovens, mas aqui é escrito de forma sensivel e subtil.
Para saber mais consulte:http://195.23.38.178/casadaleitura/portalbeta/bo/portal.pl?pag=sol_li_fichaLivro&id=1225

Espero encontrá-lo em muitas bibliotecas.
Obrigada à Carla F. pela simpática oferta!

domingo, março 16, 2008

A Princesa

Esta é a história de um palácio amarelo,de um rei com uma coroa de ouro e de uma princesa que bocejava a toda a hora.
Um dia...

Texto de Carmen Gil e ilustrações de Elena Odriozola.
O texto é divertido e eficaz na sua mensagem para os seus leitores. Uma leitura indespensável para conhecer o mundo dos afectos.
As ilustrações apresentam um traço delicado e subtil, a conjugação das cores é fabulosa.
A não perder!

segunda-feira, março 10, 2008

domingo, março 09, 2008

Semana da Leitura II


A coordenadora da BE da EB1 nº 5 convidou-me para ler uma história aos meninos do 3º ano...

Escolhi o último livro da Isabel Alçada e da Ana Maria Magalhães - As Três Fábulas - e elegi uma Fábula : A Cegonha e a Tartaruga.
A cegonha queria deslumbrar a tartaruga com os seus conhecimentos, com as suas viagens por esse mundo fora...mas acaba por fazer uma triste figura. A cegonha irritou-se com tanto saber, afinal como é que, sem sair de casa, a tartaruga poderia estar tão bem informada?!

Alvin Toffler

sexta-feira, março 07, 2008

Na Semana da Leitura...

Na semana da leitura recomendo:

"Diz-me, se és bom matemático:
2 mais muitos soma quântico?
Se resolveres o poema
levo-te ao equacinema!"

"Deus criou a mosca

Num momento de inspiração

Mas depois esqueceu-se de nos dizer

Por que razão"" Há palavras

feitas p´ra voar

num céu de Maio.

Leves palavras

ao colo do vento,

construídas como o papel

colorido

dos teus sonhos.

Tomas uma e soltas o fio

que a prende

à tua mão.

E a palavra

ganha asas,

eleva-se no ar

com o seu longo

ditongo

voador.

Até encontrar,

no mais alto

de ti mesmo,

um lugar

imenso

para morar."

domingo, fevereiro 10, 2008

Modelo de Auto Avalaição das Bibliotecas Escolares


Este modelo de avaliação não deve ser confundido com o modelo de avaliação de desempenho dos professores!
Este modelo de auto-avaliação é essencialmente um instrumento indespensável para aumentar a qualidade, o que se pretende é usá-lo como um instrumento que permitirá aumentar as Boas Práticas.Permitirá a cada escola conhecer o impacto que as actividades realizadas pela e com a Biblioteca Escolar irá ter no processo de ensino - aprendizagem.
Com a sua implementação será possível determinar determinar até que ponto a missão e os objectivos estabelecidos para a BE estão ou não a ser alcançados, permite identificar práticas que têm sucesso e que deverão continuar e permitir a identificar pontos fracos que importa a melhorar.
O modelo é constituído por QUATRO Domínios e respectivos subdomínios:
A- Apoio ao desenvolvimento Curricular,
B- Leitura e Literacia,
C- Projectos, Parcerias e Actividades Livres e de Abertura á Comunidade,
D - Gestão da Biblioteca Escolar.
O modelo é acompanhado de instrumentos os quais terão uma aplicação a 20% do número total de professores e a 10% dos alunos.
Este modelo de auto-avaliação aponta para a integração da Biblioteca Escolar na Escola.

A explorar...

Foi a curiosidade de Manuel, que o levou naquela tarde à biblioteca do avô. E, por causa disso, conheceu a sua primeira palavra difícil. Como não sabia o que queria dizer "anacronismo" o Manuel envolveu-se numa aventura perigosa, acompanhado pelo Coelha Branco, Eça de Queiroz, o Capitão Fracasse, Robin dos Bosques, Balzac, Sophia entre outros...

O Leopoldo não se cansa de espalhar aos quatro ventos que detesta ler, e não tem vergonha de o admitir. Para seu azar, na escola, foi proposto aos alunos um concurso de leitura. Alérgico a todos os que lêem calhamaços de romances com êxito, conseguirá ele superar este desafio?

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Podemos falar de livros que não lemos?


Este livro foi um "best-seller" em França, por cá tem passado despercebido. A todos os professores, bibliotecários e àqueles que estão envolvidos em projectos de Promoção da Leitura aconselho a leitura deste magnífico livro de Pierre Bayard. O autor faz uma análise útil e inteligente sobre o acto de ler ou melhor, sobre o acto de não ler!

Afinal, podemos falar de livros que não lemos?
Há livros que achamos que não merecem ser lidos mesmo quando não os lemos mas o problema é que não podemos saber quais são os que merecem a leitura antes de o fazer. Ao longo da leituras fui assaltada com muitas interrogações e pontos de partida para futuiras reflexões, tais como: afinal, o que é um livro? Quais os factores que nos influênciam na escolha de um livro? É mais fácil saber o que se quer ler ou o que não se quer ler?

" Poderíamos chamar biblioteca interior ao conjunto de livros - um subconjunto da biblioteca colectiva que todos nós temos - a partir do qual se constroem todas as personalidades e que por conseguinte faz com que exista uma relação com os textos e com os outros. É sem dúvida uma biblioteca onde estão presentes alguns títulos, mas é essencialmente constituída por fragmentos de livros esquecidos e de livros imaginários, tal como a de Montaigne, e a partir dos quais passamos a ter conhecimento do mundo"(p.69)

A não perder!

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Wikis


Os novos paradigmas de ensino e a estruturação curricular apontam para novos modos de aprendizagem que só um ambiente rico em recursos e assente em processos construtivistas do conhecimento, na pesquisa, na correcta selecção e no processamento de informação permitem o aluno desenvolver competências que lhe serão úteis ao longo da sua vida. É neste contexto que a BE desempenha um papel fundamental.

As BE deverão estar atentas à utilização das Wikis, pois muitos alunos recorrem a estas páginas sem saber muito acerca delas. São páginas web abertas, onde qualquer pessoa registada no wiki pode publicar , melhorar ou modificar o seu conteúdo,mas não são da mesma fidedignidade das fontes tradicionais. O problema que se coloca é o da validação dos conteúdos - e este é o alerta que deve ser feito aos nossos alunos!

domingo, fevereiro 03, 2008

Tempo

Que bom seria se fossemos capazes de parar o tempo!


Durante a semana voando de escola em escola, de biblioteca em biblioteca.... todos os registos, as reflexões, as leituras, os relatórios, e as leituras ... tudo se começa a acumular em cima da secretária.


Hoje, disse basta!

Dormi até tarde, jardinei e li....

Recordei o poeta:

" Ai que prazer não cumprir um dever.
Ter um livro para lere não o fazer!
Ler é maçada,estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta.
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca... "
Fernando Pessoa

quarta-feira, janeiro 23, 2008

quarta-feira, janeiro 16, 2008

O Piano de Cauda



Um livro recheado de referências ao universo musical, o qual transparece na escrita.

A nível das ilustrações- Gémeo Luís habituou-nos aos deliciosos recortes , em filigrana que nos fazem recordar sombras chinesas. Que poderei eu acrescentar?!


quinta-feira, janeiro 10, 2008

Novidades PNL

PNL I

Concurso “Bento de Jesus Caraça - O Matemático da Liberdade."


Dirigido a Escolas – Alunos/Professores
· 3º Ciclo Ensino Básico
· Ensino Secundário

Quem foi Bento de Jesus Caraça?

Bento de Jesus Caraça nasceu em Vila Viçosa, em 1901, e notabilizou-se
enquanto matemático, professor e político. Filho de trabalhadores rurais,
concluiu, com distinção, o curso liceal nos liceus de Santarém e de Pedro
Nunes, em Lisboa.
Em 1918, entrou no Instituto Superior do Comércio, actual Instituto Superior de
Economia e Gestão. No segundo ano do curso foi nomeado segundo assistente,
passando a primeiro em 1924. Três anos mais tarde, era já professor
extraordinário.
Bento de Jesus Caraça tornou-se, em 1929, professor catedrático de
Matemáticas Superiores - Álgebra Superior, Análise Infinitesimal e Geometria
Analítica. Foi um dos fundadores do Núcleo de Matemática, Física e Química, e do Centro

de Estudos de Matemáticas Aplicadas à Economia. Criou ainda a
"Gazeta da Matemática" e impulsionou a "Revista de Economia".
Em 1941, fundou a Biblioteca Cosmos, pioneira na Europa, para edição de livros
de divulgação científica e cultural. Publicou 114 títulos - a obra "Conceitos
Fundamentais da Matemática" é, sem dúvida, a mais célebre.


PNL II

Aconselho -vos a visita ao Clube de Leituras. O objectivo deste Clube é promover hábitos de leituras. os coordenadores das Bibliotecas Escolares deveriam divulgá-lo.



http://www.clube-de-leituras.pt/