
Além da sua grande resistência e capacidade de orientação, a andorinha é uma ave que exibe uma grande agilidade enquanto voa. Durante o tempo em que nos visita, esta simpática ave faz o seu ninho, ou reconstrói o antigo, no sítio onde ela própria nasceu.
quarta-feira, julho 02, 2008
...a explorar!
Amizade
quarta-feira, junho 18, 2008
Ler..de novo!
Convite...da OQO
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terça-feira, junho 10, 2008
Um milhão de Borboletas


A primeira vez que Nelius as viu foi durante a noite, a voarem à volta da sua cabeça: um milhão de borboletas. Nelius não sabia de onde vinham mas os pais sabiam que era o momento de ele partir. A sua mãe preparou um saco com comida e bebida para a viagem.
Um Milhão de Borboletas é uma história sobre crescer, partir e voltar para casa.
A ilustração é de Carll Cneut
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sábado, junho 07, 2008
Férias...
domingo, junho 01, 2008
Dia Mundial da Criança

O Dia Mundial da Criança não é só um dia de festa, é um dia que se recorda as centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações.
O primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950.
A UNICEF é uma agência das Nações Unidas que tem como objectivo promover a defesa dos direitos das crianças, ajudar a dar resposta às suas necessidades básicas e contribuir para o seu pleno desenvolvimento.
Ler Doce Ler
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segunda-feira, maio 26, 2008
Malasartes - Cadernos de Literatura Para a Infância e a Juventude
Voltou! O nº15 II série já está nas bancas.Malasartes - Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude - é uma revista essencial para todos aqueles que trabalham em bibliotecas, investigadores, professores e promotores e animadores da leitura, pais, editores e livreiros.
Esta nova série apresenta algumas novidades:
- Passa a ser uma revista científica, obedecendo, por isso, a determinados critérios de selecção e edição dos textos e a dispor de um comité científico, além da direcção-geral e da direcção artística.-
- Passa a ser uma revista de Portugal e da Galiza, com textos apresentados nos respectivos idiomas, com uma direcção portuguesa , José António Gomes e uma subdirecção galega, Blanca-Ana R. Rechou.
- Aumenta para mais do dobro a sua extensão, sendo a periocidade de dois números por ano.
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Revista LER

A revista LER, fundada em 1987, regressa de novo às bancas,agora mensalmente.
Totalmente renovada, com uma nova imagem gráfica, ligeira, com a maior informação possível sobre os livros à venda em Portugal — mas com a vivacidade de sempre, afastando a ideia de que é um produto exclusivamente intelectual.
Da actual edição destaca-se a fantástica entrevista com António Lobo Antunes.
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terça-feira, maio 20, 2008
As Benevolentes

Jonathan faz-nos reviver os horrores da segunda Guerra Mundial do lado dos verdugos, ao mesmo tempo que nos conta uma vida como poucas vezes foi contada: As Benevolentes é uma epopeia de um ser arrastado pelo seu próprio percurso e pela História.
Possivelmente não iremos encontrar este livro na Bibliotecas Escolares, mas não posso deixar de o aconselhar. A não perder!
A Cavalo do Tempo

Luísa Ducla Soares nasceu em Lisboa, a 20 de Julho de 1939, licenciou-se em Filologia Germânica e exerceu actividades de jornalista, tradutora e escritora, prestando actualmente serviços na Área da Informação Bibliográfica da Biblioteca Nacional. Em 1972, publicou o seu primeiro livro, A História da Papoila. Recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian para o melhor livro de literatura infantil no biénio 1984-1985 e o Grande Prémio Calouste Gulbenkian pelo conjunto da sua obra em 1996.
A sua obra é multifacetada, varia entre a narrativa, a poesia, a novela para um público adolescente e ainda faz recolhas de textos da tradição oral, onde se destaca as Lenga-Lengas e os Destravas Línguas.
A obra escolhida para ser analisada é A Cavalo no Tempo, uma colectânea de poesia lúdica, a qual se caracteriza por um reforço do poder da comunicação sonora, privilegiando os jogos linguísticos. São-nos apresentados 23 poemas que abordam uma grande diversidade de temas: o tempo, humor, o sonho, o materialismo, o consumismo, não esquecendo as questões actuais como a ida ao hipermercado, o computador e os bebés provetas.
A obra da Luísa Ducla Soares desenvolve-se numa simplicidade do enredo, da estrutura, dos temas, da linguagem o que permite uma aproximação aos leitores, muito significativa. Simplicidade não é sinónimo de simplificação. Como afirma Manzano (1988) ” Sem menosprezar a simplicidade, a literatura infantil tem de favorecer um progresso enriquecimento temático e linguístico, tem de converter-se num caminho estrutural e expressivo adequado á capacidade de assimilação infantil.” O uso recorrente à apóstrofe facilita a comunicação com o leitor, introduz na criança um outro olhar sobre o mundo, permite o desenvolvimento de práticas lúdicas e expressivas.
A influência da literatura oral tradicional é visível na poesia de Ducla Soares, prova disso é o uso do recurso estilístico anáfora, presente no poema L de Lisboa:
(…)
Lisboa
das lojas,
dos largos,
do luxo,
do lixo,
do labor …..
o uso do refrão, próprio das canções populares e presente no poema Diz o Avô, também são exemplo das raízes tradicionais.
A autora conhece o universo dos seus destinatários o que mais uma vez permite a eficácia no processo comunicativo.
O humor é característica na obra poética da autora, na obra analisada não é frequente, apenas se identifica uma passagem de humor escatológico, muito do agrado dos mais novos:
(…)
A Rainha Santa
não tinha sanita.
onde iria ela
Se estava aflita?
Na obra em questão, a construção estrófica é muito variada, oscilando entre as quadras, as oitavas, décimas ou estrofes com 16 versos o que imprime ritmos diferentes e facilita jogos linguísticos. A aliteração presente em alguns poemas provoca um efeito significativo, muito do agrado dos leitores mais jovens:
“ O Porto com suas pontes
O porto com suas pedras
Seus painéis pintados nas paredes
Suas praças de paz
Seus produtos
Seus passeios
Seus pardais.
(…)”
Na obra A Cavalo no Tempo a primeira questão que se coloca é: porquê a cavalo? e não outro meio de transporte mais rápido? A simbologia do cavalo está associada aos ritos de passagem, ao transporte da alma para o mundo dos mortos. Os cavalos são a morte e a vida. Como veículo ou montada do homem, o cavalo tem o seu destino interligado ao dos seres humanos. Durante o dia, é o cavaleiro que induz o cavalo, mas à noite é o cavalo que na escuridão dirige os destinos do homem e assim se torna vidente e guia. Na obra de Ducla Soares, o cavalo conduz-nos ao ciclo da vida, galopando entre a infância e a idade madura, entre a criança e o adulto, entre o passado e o presente. O tempo escapa-nos ao nosso controlo, o instante é fugaz obrigando-nos a viver entre as memórias do passado e os sonhos e desejos do futuro. A incapacidade de controlar o tempo é visível no poema O Tempo:
(…)
Mas onde moras, ó tempo,
Que não te consigo achar?
(…)
Pelas pedrinhas da rua
O tempo fui procurar.
(…)
O tempo que não achei
Já me fez envelhecer.
A obra inicia-se com o tema do tempo, de forma bem explícita e termina exactamente da mesma forma, transmitindo-nos a ideia do eterno retorno. Esta concepção filosófica mostra-nos que o Mundo não é feito de pólos opostos e inconciliáveis, mas de faces complementares de uma mesma - múltipla, mas única – realidade, como por exemplo a vida e a morte, o ser criança é uma fase da vida, a qual se complementa com a vida adulta. As fases da vida são instâncias que se alternam eternamente. O tempo é infinito, as combinações de forças em conflito, isto é a criança e o jovem, o adulto e o velho (que surge na figura dos avós), são momentos finitos que em algum momento futuro tudo se repetirá infinitas vezes. Assim, os mesmos factos retornam indefinidamente.
O tempo antigo, a noção de história é abordado de uma forma divertida e humorística no poema Antigamente. Uma longa viagem entre personagens históricas como Adão e Eva, Jesus e Maria, Dom Afonso Henriques Rainha Santa, Vasco da Gama, Luís de Camões e Marques de Pombal conduz à interrogação dos jovens sobre a sua insatisfação materialista.
No poema Na Máquina do Tempo o tempo é abordado no sentido da necessidade de ser recuperado. O poema termina lançando o desafio de viajar na máquina do tempo, sonhando que é possível recuperar tempo das brincadeiras, o tempo da infância, através da máquina do tempo. A capacidade imagética é ao mesmo um desafio aos jovens que tanto se preocupam com o mundo material, desprezando outros valores e atitudes.
Todos os temas incentivam a curiosidade do leitor mais jovem, sobre o mundo que o rodeia conduzindo a uma reflexão sobre a existência, a forma como nos relacionamos com os outros ou ainda com os problemas sociais e éticos. O problema da existência, a busca de um sentido está expresso no poema Quem és tu?
(…)
Tenho uma piscina aquecida,
Um cavalo para montar,
E como sempre marisco
No restaurante, ao jantar
(…)
- Afinal tu não existes,
és só aquilo que tens,
um zero todo coberto
de uma montanha de bens.
A vida humana é uma tarefa permanente e nunca acabada, e o homem é essencialmente um projecto, aquele que cada um de nós é, resulta das respostas que diariamente vamos dando às situações vividas. Infelizmente, a maioria das pessoas opta por respostas fáceis e pela ostentação com o objectivo de alcançar um status social. Estes hábitos e atitudes são transmitidos aos mais jovens, valorizando as roupas de marca, a quantidade de jogos do game-boy, o telemóvel de última geração. Os jovens apropriam-se de valores menos construtivos para a pessoa humana. O ter é valorizado face ao ser. A crítica social está presente em muitos dos poemas, o jovem leitor é interpelado neste sentido, na esperança que a resposta seja dada e reforçada a acção pedagógica.
Na poesia de Ducla Soares há um apelo à dimensão social e ética, à formação da pessoa humana. Os pequenos actos são valorizados e neles reside o verdadeiro valor da nossa existência, por isso há uma desmistificação da ideia que os heróis são perfeitos, que matam, arrasam, aqui o herói comete pequenos, grandes actos, o de plantar, criar, construir ou simplesmente de seduzir. Esta ideia é transmitida no poema Heróis:
(…)
Dizem que é um herói,
Conquistou trinta países.
Eu cá conquistei a Rosa
E somos muito felizes.
Um último aspecto relevante nesta análise é a ilustração e como é articulado o texto e a imagem, esta da autoria de Teresa Lima. A ilustração é um elemento fundamental na Literatura Infantil e Juvenil, uma vez que permite desenvolver outras competências, só recentemente apreciadas, nomeadamente o sentido estético, a leitura de imagens e a articulação da linguagem visual com a textual.
As guardas apresentam relógios toscos, ponteiros fora dos relógios, talvez perdidos procurando o tempo certo e a presença de ampulhetas recordando formas mais arcaicas de contar o tempo. Há uma focalização num pormenor determinante para introduzir o tema principal: o tempo! As guardas representam uma ideia já presente na capa do livro, esta repetição justifica-se pela dificuldade de abordar um conceito abstracto – o tempo - e por isso mais difícil para os mais jovens. Neste caso específico, está-se perante guardas decorativas, isto é a ilustração parte de um motivo relativo à história que irá ser abordada na obra.
As ilustrações da obra A Cavalo no Tempo funcionam como um complemento do texto, permitindo o deslocamento de informações para as imagens, atrair e cativar a atenção do leitor, aprofundar e ampliar as possibilidades do texto. O poema Quem és tu? é acompanhado de uma ilustração que segue o conteúdo do texto, realçando as roupas de marcas apreciadas pelos jovens e terminando com o jovem e as suas setes namoradas. A ilustração do poema L de Lisboa possibilita-nos adivinhar o seu conteúdo pela ilustração. Repare-se no pormenor do cabelo da fadista, formando um L que dá o título ao poema. Significa que a ilustradora se apropriou do texto e a sua ilustração não é mais do que uma recriação da sua leitura. A ilustração do poema O Tempo é um exemplo que a ilustração poderá permitir um aprofundamento da história ou ampliar as possibilidades da história: que significado terá um coração com ponteiros? Ou uma ilha ensombrada com uma ampulhetas? Ou um bosque cujas raízes estão assente num relógio? De certeza que nenhum leitor será indiferente à mensagem poética, aos alertas lançados pelo sujeito poético, à sonoridade de uma leitura em voz alta ou ainda à mensagem visual!
Partilho esta minha reflexão...
A sua obra é multifacetada, varia entre a narrativa, a poesia, a novela para um público adolescente e ainda faz recolhas de textos da tradição oral, onde se destaca as Lenga-Lengas e os Destravas Línguas.
A obra escolhida para ser analisada é A Cavalo no Tempo, uma colectânea de poesia lúdica, a qual se caracteriza por um reforço do poder da comunicação sonora, privilegiando os jogos linguísticos. São-nos apresentados 23 poemas que abordam uma grande diversidade de temas: o tempo, humor, o sonho, o materialismo, o consumismo, não esquecendo as questões actuais como a ida ao hipermercado, o computador e os bebés provetas.
A obra da Luísa Ducla Soares desenvolve-se numa simplicidade do enredo, da estrutura, dos temas, da linguagem o que permite uma aproximação aos leitores, muito significativa. Simplicidade não é sinónimo de simplificação. Como afirma Manzano (1988) ” Sem menosprezar a simplicidade, a literatura infantil tem de favorecer um progresso enriquecimento temático e linguístico, tem de converter-se num caminho estrutural e expressivo adequado á capacidade de assimilação infantil.” O uso recorrente à apóstrofe facilita a comunicação com o leitor, introduz na criança um outro olhar sobre o mundo, permite o desenvolvimento de práticas lúdicas e expressivas.
A influência da literatura oral tradicional é visível na poesia de Ducla Soares, prova disso é o uso do recurso estilístico anáfora, presente no poema L de Lisboa:
(…)
Lisboa
das lojas,
dos largos,
do luxo,
do lixo,
do labor …..
o uso do refrão, próprio das canções populares e presente no poema Diz o Avô, também são exemplo das raízes tradicionais.
A autora conhece o universo dos seus destinatários o que mais uma vez permite a eficácia no processo comunicativo.
O humor é característica na obra poética da autora, na obra analisada não é frequente, apenas se identifica uma passagem de humor escatológico, muito do agrado dos mais novos:
(…)
A Rainha Santa
não tinha sanita.
onde iria ela
Se estava aflita?
Na obra em questão, a construção estrófica é muito variada, oscilando entre as quadras, as oitavas, décimas ou estrofes com 16 versos o que imprime ritmos diferentes e facilita jogos linguísticos. A aliteração presente em alguns poemas provoca um efeito significativo, muito do agrado dos leitores mais jovens:
“ O Porto com suas pontes
O porto com suas pedras
Seus painéis pintados nas paredes
Suas praças de paz
Seus produtos
Seus passeios
Seus pardais.
(…)”
Na obra A Cavalo no Tempo a primeira questão que se coloca é: porquê a cavalo? e não outro meio de transporte mais rápido? A simbologia do cavalo está associada aos ritos de passagem, ao transporte da alma para o mundo dos mortos. Os cavalos são a morte e a vida. Como veículo ou montada do homem, o cavalo tem o seu destino interligado ao dos seres humanos. Durante o dia, é o cavaleiro que induz o cavalo, mas à noite é o cavalo que na escuridão dirige os destinos do homem e assim se torna vidente e guia. Na obra de Ducla Soares, o cavalo conduz-nos ao ciclo da vida, galopando entre a infância e a idade madura, entre a criança e o adulto, entre o passado e o presente. O tempo escapa-nos ao nosso controlo, o instante é fugaz obrigando-nos a viver entre as memórias do passado e os sonhos e desejos do futuro. A incapacidade de controlar o tempo é visível no poema O Tempo:
(…)
Mas onde moras, ó tempo,
Que não te consigo achar?
(…)
Pelas pedrinhas da rua
O tempo fui procurar.
(…)
O tempo que não achei
Já me fez envelhecer.
A obra inicia-se com o tema do tempo, de forma bem explícita e termina exactamente da mesma forma, transmitindo-nos a ideia do eterno retorno. Esta concepção filosófica mostra-nos que o Mundo não é feito de pólos opostos e inconciliáveis, mas de faces complementares de uma mesma - múltipla, mas única – realidade, como por exemplo a vida e a morte, o ser criança é uma fase da vida, a qual se complementa com a vida adulta. As fases da vida são instâncias que se alternam eternamente. O tempo é infinito, as combinações de forças em conflito, isto é a criança e o jovem, o adulto e o velho (que surge na figura dos avós), são momentos finitos que em algum momento futuro tudo se repetirá infinitas vezes. Assim, os mesmos factos retornam indefinidamente.
O tempo antigo, a noção de história é abordado de uma forma divertida e humorística no poema Antigamente. Uma longa viagem entre personagens históricas como Adão e Eva, Jesus e Maria, Dom Afonso Henriques Rainha Santa, Vasco da Gama, Luís de Camões e Marques de Pombal conduz à interrogação dos jovens sobre a sua insatisfação materialista.
No poema Na Máquina do Tempo o tempo é abordado no sentido da necessidade de ser recuperado. O poema termina lançando o desafio de viajar na máquina do tempo, sonhando que é possível recuperar tempo das brincadeiras, o tempo da infância, através da máquina do tempo. A capacidade imagética é ao mesmo um desafio aos jovens que tanto se preocupam com o mundo material, desprezando outros valores e atitudes.
Todos os temas incentivam a curiosidade do leitor mais jovem, sobre o mundo que o rodeia conduzindo a uma reflexão sobre a existência, a forma como nos relacionamos com os outros ou ainda com os problemas sociais e éticos. O problema da existência, a busca de um sentido está expresso no poema Quem és tu?
(…)
Tenho uma piscina aquecida,
Um cavalo para montar,
E como sempre marisco
No restaurante, ao jantar
(…)
- Afinal tu não existes,
és só aquilo que tens,
um zero todo coberto
de uma montanha de bens.
A vida humana é uma tarefa permanente e nunca acabada, e o homem é essencialmente um projecto, aquele que cada um de nós é, resulta das respostas que diariamente vamos dando às situações vividas. Infelizmente, a maioria das pessoas opta por respostas fáceis e pela ostentação com o objectivo de alcançar um status social. Estes hábitos e atitudes são transmitidos aos mais jovens, valorizando as roupas de marca, a quantidade de jogos do game-boy, o telemóvel de última geração. Os jovens apropriam-se de valores menos construtivos para a pessoa humana. O ter é valorizado face ao ser. A crítica social está presente em muitos dos poemas, o jovem leitor é interpelado neste sentido, na esperança que a resposta seja dada e reforçada a acção pedagógica.
Na poesia de Ducla Soares há um apelo à dimensão social e ética, à formação da pessoa humana. Os pequenos actos são valorizados e neles reside o verdadeiro valor da nossa existência, por isso há uma desmistificação da ideia que os heróis são perfeitos, que matam, arrasam, aqui o herói comete pequenos, grandes actos, o de plantar, criar, construir ou simplesmente de seduzir. Esta ideia é transmitida no poema Heróis:
(…)
Dizem que é um herói,
Conquistou trinta países.
Eu cá conquistei a Rosa
E somos muito felizes.
Um último aspecto relevante nesta análise é a ilustração e como é articulado o texto e a imagem, esta da autoria de Teresa Lima. A ilustração é um elemento fundamental na Literatura Infantil e Juvenil, uma vez que permite desenvolver outras competências, só recentemente apreciadas, nomeadamente o sentido estético, a leitura de imagens e a articulação da linguagem visual com a textual.
As guardas apresentam relógios toscos, ponteiros fora dos relógios, talvez perdidos procurando o tempo certo e a presença de ampulhetas recordando formas mais arcaicas de contar o tempo. Há uma focalização num pormenor determinante para introduzir o tema principal: o tempo! As guardas representam uma ideia já presente na capa do livro, esta repetição justifica-se pela dificuldade de abordar um conceito abstracto – o tempo - e por isso mais difícil para os mais jovens. Neste caso específico, está-se perante guardas decorativas, isto é a ilustração parte de um motivo relativo à história que irá ser abordada na obra.
As ilustrações da obra A Cavalo no Tempo funcionam como um complemento do texto, permitindo o deslocamento de informações para as imagens, atrair e cativar a atenção do leitor, aprofundar e ampliar as possibilidades do texto. O poema Quem és tu? é acompanhado de uma ilustração que segue o conteúdo do texto, realçando as roupas de marcas apreciadas pelos jovens e terminando com o jovem e as suas setes namoradas. A ilustração do poema L de Lisboa possibilita-nos adivinhar o seu conteúdo pela ilustração. Repare-se no pormenor do cabelo da fadista, formando um L que dá o título ao poema. Significa que a ilustradora se apropriou do texto e a sua ilustração não é mais do que uma recriação da sua leitura. A ilustração do poema O Tempo é um exemplo que a ilustração poderá permitir um aprofundamento da história ou ampliar as possibilidades da história: que significado terá um coração com ponteiros? Ou uma ilha ensombrada com uma ampulhetas? Ou um bosque cujas raízes estão assente num relógio? De certeza que nenhum leitor será indiferente à mensagem poética, aos alertas lançados pelo sujeito poético, à sonoridade de uma leitura em voz alta ou ainda à mensagem visual!
Partilho esta minha reflexão...
andorinha
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quarta-feira, abril 23, 2008
23 de Abril - Um dia a Ler.
O dia 23 de Abril é celebrado em mais de 100 países, trata-se do Dia mundial do Livro e dos Direitos de AutorA data foi instituída pela Conferência Geral da UNESCO para prestar tributo aos grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram neste dia. É o caso de Cervantes, Shakespeare, Inca Garcilaso de la Vega e Vladimir Nabokov. A celebração procura também encorajar as pessoas, especialmente os mais jovens, “a descobrir o prazer da leitura e a respeitar a obra insubstituível daqueles que contribuíram para o progresso social e cultural da Humanidade” (UNESCO).
Muitas foram as Bibliotecas Escolares que festejam este dia.
quinta-feira, abril 17, 2008
Novamente ... Eugenia Nobati
Imagem perdida...
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quarta-feira, abril 16, 2008
Escrever...

A frequência do curso de mestrado - MGIBE - na UA, obriga-me a retomar hábitos de escrita.
Um texto não está acabado quando o acabo de escrever, mas sim quando o acabo de reler!
terça-feira, abril 01, 2008
Astrid Lindgren
"Astrid Lindgren é uma das escritoras mais populares na Suécia e no mundo. Faleceu aos 94 anos de idade em 2002, mas os seus contos são eternos. Para honrar a sua memória, e fomentar a literatura infantil e juvenil mundialmente, o Governo Sueco estabeleceu um prémio internacional em sua memória: O Prémio de Literatura em Memória de Astrid Lindgren."O Prémio de Literatura em Memória de Astrid Lindgren 2008 foi para a
escritora australiana Sonya Hartnett. Esta galardão será entregue no dia 28 de Maio de 2008 numa cerimónia em Estocolmo.
para saber mais: http://www.alma.se/default_a.aspx?id=247&epslanguage=EN
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Comemorações,
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segunda-feira, março 31, 2008
Dia Internacional do Livro Infantil 2008

Mensagem do 2 de Abril de 2008
Dia Internacional do Livro Infantil
Os livros iluminam, o conhecimento encanta
A busca de conhecimento por meio da leitura tem de tornar-se uma prioridade e deveria ser incrementada logo na infância.
Desde muito cedo se incute nas crianças tailandesas o desejo de conhecimento pela leitura, com base numa tradição e numa cultura sublimes.
Os pais são os primeiros professores das crianças e os monges tornam-se os principais mentores da sua orientação e educação, intelectual e mental, tanto no que respeita aos assuntos do mundo como no tocante aos valores espirituais.
Encontrei inspiração para a minha ilustração em ancestrais tradições do meu país. Por um lado, a tradição de contar histórias às crianças, por outro, a de aprender pela leitura de inscrições em folhas de palmeira e em tabuinhas que se destinam exclusivamente a ser lidas.
As narrativas escritas em folhas de palmeira provêm da tradição budista. Contam a vida de Buda e recontam histórias das jatakas (fábulas e parábolas), com a nobre intenção de cultivar as mentes jovens e de lhes instilar fé, imaginação e um sentido moral.
Chakrabhand Posayakrit
Tradução: José António Gomes
Chakrabhand Posayakrit nasceu em 1943, em Banguecoque. Formou-se em Pintura pela Universidade de Silpakorn, em 1968, e ensinou na Faculdade de Artes Decorativas da mesma universidade. Doutorou-se em Artes pela Universidade de Chulalongkorn, em 1989, e, actualmente, dedica-se, por inteiro, à sua criação artística.
Além de uma importante obra no domínio da pintura e da ilustração, o artista dedicou-se recentemente à criação de marionetas e à pintura de cenas inspiradas na literatura tailandesa. No poster que acompanha a sua mensagem, Posayakrit regista uma cena tradicional da cultura tailandesa: diante da sua mesa de leitura, uma criança debruça-se sobre as inscrições de um livro de bambu, evocando assim o saber que emana de antigas jatakas budistas, uma colecção de narrativas populares (contos, fábulas e principalmente parábolas) cujo propósito é iluminar o caminho dos homens rumo à sabedoria.
A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil),
Secção Portuguesa do IBBY.
Dia Internacional do Livro Infantil
Os livros iluminam, o conhecimento encanta
A busca de conhecimento por meio da leitura tem de tornar-se uma prioridade e deveria ser incrementada logo na infância.
Desde muito cedo se incute nas crianças tailandesas o desejo de conhecimento pela leitura, com base numa tradição e numa cultura sublimes.
Os pais são os primeiros professores das crianças e os monges tornam-se os principais mentores da sua orientação e educação, intelectual e mental, tanto no que respeita aos assuntos do mundo como no tocante aos valores espirituais.
Encontrei inspiração para a minha ilustração em ancestrais tradições do meu país. Por um lado, a tradição de contar histórias às crianças, por outro, a de aprender pela leitura de inscrições em folhas de palmeira e em tabuinhas que se destinam exclusivamente a ser lidas.
As narrativas escritas em folhas de palmeira provêm da tradição budista. Contam a vida de Buda e recontam histórias das jatakas (fábulas e parábolas), com a nobre intenção de cultivar as mentes jovens e de lhes instilar fé, imaginação e um sentido moral.
Chakrabhand Posayakrit
Tradução: José António Gomes
Chakrabhand Posayakrit nasceu em 1943, em Banguecoque. Formou-se em Pintura pela Universidade de Silpakorn, em 1968, e ensinou na Faculdade de Artes Decorativas da mesma universidade. Doutorou-se em Artes pela Universidade de Chulalongkorn, em 1989, e, actualmente, dedica-se, por inteiro, à sua criação artística.
Além de uma importante obra no domínio da pintura e da ilustração, o artista dedicou-se recentemente à criação de marionetas e à pintura de cenas inspiradas na literatura tailandesa. No poster que acompanha a sua mensagem, Posayakrit regista uma cena tradicional da cultura tailandesa: diante da sua mesa de leitura, uma criança debruça-se sobre as inscrições de um livro de bambu, evocando assim o saber que emana de antigas jatakas budistas, uma colecção de narrativas populares (contos, fábulas e principalmente parábolas) cujo propósito é iluminar o caminho dos homens rumo à sabedoria.
A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil),
Secção Portuguesa do IBBY.
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sábado, março 22, 2008
Seminário
O Sonhador
Como seria estar dentro do corpo de um gato, apanhar um ladrão em flegrante, desmascarar o rufião da escola ou tornar a família invisível?Peter Fortune é um rapaz de dez anos que pensa nestas coisas e vive algures entre a fantasia e a realidade. Mas os adultos não o compreendem nem imaginam as coisas fantásticas que lhe passam pela cabeça e, por isso, os seus sonhos só lhe trazem problemas.
Esta obra é de Ian McEwan. Para saber mais sobre este autor consulte: http://www.ianmcewan.com/
A não perder!
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