domingo, agosto 15, 2010

Leituras e Férias

Consulto frequentemente o blog Pó dos Livros e encontrei um vídeo que considero muito adequado ao momento...



na minha mala de férias vão os seguintes livros:



"Henry, um escritor reconhecido, decide escrever um livro, meio ficção e meio ensaio, como forma de abordar todos os aspectos de um mesmo tema. Completamente desencorajado pelos seus editores, desiste do projecto e vai viver para outra cidade. Aí, contudo, continua a receber cartas de leitores e, um dia, um taxidermista escreve-lhe a pedir ajuda. Henry apercebe-se então de que estão ambos a tentar escrever sobre o mesmo tema. Um livro polémico e provocador, que confirma o autor de A Vida de Pi, o Man Booker Prize de 2002, como um dos mais surpreendentes escritores canadianos da actualidade."

e ...



Em Berlim, na década de Trinta, o descendente de Berequias Zarco, Isaac Zarco, está determinado a descobri-lo. Está convencido que o pacto entre Hitler e Estaline – para além de outros «sinais» - anuncia que uma profecia apocalíptica feita pelo seu antepassado está prestes a concretizar-se. Acredita também que, se conseguir descodificar esses textos cabalísticos medievais, pode salvar o mundo.

Passado durante a subida ao poder de Hitler e a guerra que os nazis moveram contra os deficientes, A Sétima Porta junta Sophie Riedesel - uma jovem espirituosa, artística e sexualmente ousada – com um grupo clandestino de activistas judeus e antigos fenómenos de circo liderados por Isaac Zarco. Quando uma série de esterilizações forçadas, estranhos crimes e deportações para campos de concentração dizimam o grupo, Sophie, agora já adulta, tem de lutar com todo o seu engenho para salvar tudo o que ama na Alemanha – a qualquer preço.

e...


Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história da sua linhagem, desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até ao tetraneto, um jovem do Rio de Janeiro actual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e económica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos.

Vamos ver se ainda conseguimos ler mais uns que continuam na estante à espera....

quinta-feira, agosto 05, 2010

O Japão é um lugar estranho

Em tempo de férias, apetece mergulhar na literatura de viagens... por isso estou a ler este fantástico livro:

"Há uma altura da vida em que os pais, julgando ainda ter muito para ensinar, começam a aperceber-se por vezes com espanto – de que também eles passaram a ter muito a aprender com os respectivos filhos. Não me refiro a aprendizagens de ordem humana, emocional ou afectiva. Essas começaram ainda antes do parto, naturalmente. Estou a falar de factos concretos: nomes, tendências, continentes culturais até aí totalmente ignorados e submersos.

Foi o que aconteceu ao escritor australiano Peter Carey e, se me permitem uma confissão pessoal, o que me aconteceu a mim. É essa a dupla razão de ser deste livro. O Japão É Um Lugar Estranho não existiria nesta edição sem o que eu aprendi com o meu.

Charley e Alexandre, pelas minhas contas, terão aproximadamente a mesma idade. Terá sido também pela mesma altura que viram pela primeira vez O Verão de Kikujiro, o filme de Takesshi Kitano, que é um comovente road movie japonês de uma criança à procura da mãe. Na mesma fase da vida, por volta dos 12 anos, Charley e Alexandre começaram a dedicar-se à manga e ao anime, apesar da insistência dos respectivos pais para que lessem literatura «séria». Em ambos os casos, foram os filhos a arrastar os pais para um interesse pela cultura japonesa, que os levaria a planear uma viajem ao Japão.
Peter Carey conduz o filho e é conduzido (levando-nos a nós também nessa viagem) pelos labirintos de uma cultura cheia de códigos mais ou menos impenetráveis para um estrangeiro. Uma cultura bem mais transparente para um adolescente familiarizado com os universos da manga e do anime do que para um adulto à procura de uma chave que se revela quase sempre «lost in translation»."
Estas são as palavras de Carlos Vaz Marques no prefácio do livro.

Excelente leitura!