
eu fui convidada a falar sobre os coordenadores interconcelhios para as bibliotecas escolares... e disse assim:
Foi-me solicitado que dissesse algumas palavras sobre a minha actual função - coordenadora interconcelhia no GRBE - . Os Coordenadores Interconcelhios para as Bibliotecas Escolares (CIBE), carinhosamente conhecidos por “andorinhas”, são recursos humanos experientes e qualificados que o Gabinete RBE disponibiliza, para desenvolver um trabalho de acompanhamento e apoio técnico com o objectivo de elevar os índices de qualidade das nossas Bibliotecas Escolares.
Todos os presentes conhecem o seu coordenador interconcelhio, mas mesmo assim atrevo-me a colocar a questão: Qual o papel destes agentes no terreno?
1 – O coordenadores interconcelhios são parceiros no diálogo e no estreitamento de relações com os interlocutores directos da RBE, ou seja os Presidentes dos Conselhos Executivos, os Coordenadores das Biblioteca Escolar, as Câmaras Municipais, as Bibliotecas Municipais e os SABE’s, as Direcções Regionais e os Centros de Formação.
2 - Os coordenadores interconcelhios são parceiros da equipa da biblioteca trabalhando colaborativamente com os coordenadores das bibliotecas escolares, de modo a transformar a biblioteca de cada escola num verdadeiro e inesgotável centro de aprendizagem e melhorando os recursos que dispõe de modo a que possa alcançar os resultados desejados.
3 - Os coordenadores interconcelhios são parceiros na gestão e organização das bibliotecas, na planificação e no desenvolvimento de iniciativas consistentes no domínio da literacia e promoção da leitura.
4 – Os coordenadores interconcelhios são parceiros na disponibilização de orientações, informações e literatura actualizada que permita aos coordenadores e respectivas equipas optar e decidir da melhor forma.
Poderíamos, simplesmente, afirmar que os coordenadores interconcelhios servem para desenvolver uma cultura de trabalho em REDE. Facilitam a construção das REDES, as redes de agrupamento, as redes concelhias e as interconcelhias … pois, afinal todos estamos inseridos na grande REDE que é a Rede das Bibliotecas Escolares.
As redes facilitam a disponibilização e circulação mais rápida da informação e ficam estranguladas com a ausência de partilha, de comunicação e envolvimento.
Melhorar a rede é um objectivo dos coordenadores interconcelhios que passa obrigatoriamente pela divulgação, difusão e partilha de Boas Práticas numa perspectiva construtiva do trabalho entre pares.
Ser coordenador interconcelhio, ser uma andorinha RBE é ser proactivo, crítico construtivo, indutor de mudança. É voar de biblioteca em biblioteca ajudando a aprender, mais do que ensinar.






" (...) Os bons livros são cruciais para a solidez de uma cultura, e sem eles não pode haver ensino de qualidade. O gosto pela precisão e pela qualidade editorial é simultaneamente causa e consequência de uma cultura que ultrapassou a fase da oralidade vaga e sem rumo. Um gosto que tarda a chegar entre nós."
Sob a forma de um álbum narrativo de reduzido formato, A Rainha das Cores, de Jutta Bauer, constitui um singular exercício em torno da cor, da sua simbologia e das associações semânticas que motiva. Assim, encontramos a personagem que dá título ao álbum a tentar, com dificuldade, dominar as cores primárias que parecem ter personalidade própria. Uma vez misturadas sem equilíbrio, um tom de cinzento cobre todos os objectos e a própria personagem que desanima perante o resultado. Mas sabiamente combinadas, as cores permitem alegrias sem fim, preenchendo e colorindo a vida da Rainha das Cores. Hino à cor e à arte, o álbum de Jutta Bauer conta também com ilustrações expressivas, dominadas pelo recurso à linha de contorno negra, com a qual se combinam as várias cores, protagonistas da narrativa. O livro termina com o incentivo à criação artística da criança leitora, apelando a que brinque com as cores e lhes dê forma colorindo a ilustração final. ( Fonte: 





