domingo, abril 29, 2007

Poemas com Asas



AS RESPOSTAS

"Quem é que criou o mundo?"
Perguntei a uma cabra
E a um porco imundo

"Por que é que as coisas são como são?"
Perguntei a um caimão
"Será que tudo isto terá um fim?"
Perguntei a um lobo
E a um pinguim

E copiei algumas das respostas:
Um balido
Um uivo
E um grunhido

Jorge Sousa Braga

quarta-feira, abril 25, 2007

segunda-feira, abril 23, 2007

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor




A 23 de Abril 1616 falecia Cervantes e Shakespeare. Também num 23 de Abril nasceram ou morreram outros escritores como Vladimir Nabokov, K. Laxness, Manuel Mejía Vallejo.Por este motivo, esta data tão simbólica para a literatura universal foi escolhida pela Conferência Geral da Unesco para homenagear mundialmente o livro e seus autores.
A ideia desta celebração partiu da Catalunha (Espanha), onde neste dia tornou-se habitual oferecer uma rosa ao comprador de um livro.
Com a celebração deste dia no muno inteiro, a UNESCO pretende fomentar a leitura, a indústria editorial e a protecção da propriedade intelectual através do direito de autor.
Boas leituras!

domingo, abril 22, 2007

Última Leitura

Estou a ler... um livro de Alberto Manguel.
Vicios Solitarios apresenta-nos um conjunto de textos, de reflexões, de ideias e experiências em torno da leitura. Nesta obra, Manguel sensabiliza-nos para outras formas de ler.
Relembro a sua comunicação - Cómo Pinocho aprendió a leer - na Gulbenkian, no dia 25 de Setembro de 2006. Agora, podemos ler e reler esta comunicação, assim como outros ensaios que dão vida a outras personagens da nossa literatura,como por exemplo Robinson Crusoe.

Manguel aborda a responsabilidade do leitor na sociedade actual, assim como sustém que a leitura pode oferecer aos individuos experiências, reflexões, partilhas e formas de lutar contra dogmas e injustiças.
Manguel diz-nos que a literatura não depende de leitores ideias, mas só de leitores suficientemente bons.

A não perder!

sexta-feira, abril 20, 2007

Amor...



Às vezes, quando gostamos muito, muito de alguém, queremos encontarar uma maneira de descrever como os nossos sentimentos são grandes.
Adivinha Quanto Gosto de Ti, é um livro que nos conta como a Pequena Lebre Castanha e Grande Lebre Castanha, descobriram que o amor não é coisa fácil de medir!
Boas leituras !
Para B. e P. com muito amor.

quinta-feira, abril 19, 2007

Formação Utilizadores nas BE's.

Hoje, gostei particularmente do SABE do Barreiro.
Partilhei muitos livros, os colegas ficaram fascinados com o poder da ilustração...
Reflectimos a urgência de implementar, nas Bibliotecas Escolares, boas práticas no âmbito de Formação de Utilizadores.
Ficou claro que :
1º a formação de utilizadores não deve constituir um conjunto de acções avulsas, mas sim sistemáticas e programadas para decorrerem ao longo do ano lectivo;
2º - todos os colegas devem estar envolvidos;
3º - as acções devem ser planificadas em conjunto com o coordenador da BE;
4º - a formação de utilizadores deve facilitar o uso e o manejo dos instrumentos de localização, pesquisa,recuperação e transmissão de informação, assim como desenvolver competências e estratégias para melhorar a capacidade leitora nos diferentes tipos de textos.

Foi muito bom o relato, a partilha de actividades neste âmbito.
Obrigada a todos.



segunda-feira, abril 16, 2007

Visita à Biblioteca Nacional

Depois de aprovada a minha proposta, numa reunião de SABE, iniciei a preparação da visita. Estava difícil, havia sempre algum obstáculo. Mas consegui!
Hoje, alguns elementos do grupo de trabalho do SABE de Setúbal , reunimo-nos de forma diferente.Rumámo à Biblioteca Nacional, fazendo o chamado " Circuito do Livro". Uma visita útil para quem trabalha em bibliotecas, mesmo nas escolares, para poder apreender a essência da Biblioteconomia.
Agradeço, a todos aqueles que nos receberam nos seus serviços e explicaram o seu trabalho com tanto empenho.



Recordo ainda que a Biblioteca Nacional de Portugal foi criada pelo Alvará de 29 de fevereiro de 1796, com o nome de Real Biblioteca Pública da Corte, tinha como objectivo disponibilizar o mais rápido possível o acesso a seus acervos, em sua maioria já existentes,a todos os utilizadores.

As suas atribuições são: reunir, conservar e difundir o património documental português, ou seja, no decorrer dos seus duzentos anos, tornou seu acervo valor inestimável, seja por meio de depósito legal ou como aquisição de obras de reconhecido valor bibliográfico, ou cultural, permitindo-lhes o acesso e não descuidar paralelamente a preservação de todo o seu acervo para as gerações futuras.
Obrigada a todos que nos receberam.

sexta-feira, abril 13, 2007

Bibliotecas Escolares




Mais do que nunca tenho repetido que um dos objectivos que a Biblioteca Escolar deve cumprir é apoiar as aprendizagens curriculares. O manual escolar não pode ser a única fonte de informação manuseado pelo aluno.

Felizmente, que grande parte das Bibliotecas Escolares portuguesas, disponibilizam informação em vários suportes.

Muitos docentes, não a maioria, começa a consciencializar-se da importância da Biblioteca Escolar no apoio aos alunos na aprendizagem e no desenvolvimento de competências da literacia.

Na Biblioteca Escolar ler não é a única actividade a concretizar.

Ler não é somente juntar letras e formar palavras, é fundamentalmente, saber interpretar, descodificar a mensagem. A Biblioteca Escolar pode e deve contribuir para aprendizagem de leituras transversais.

Na Biblioteca Escolar o aluno deverá descobrir outros códigos que produzem textos, tais como: uma obra de arte, uma cor, um desenho simples, um gesto ou expressão corporal, um comportamento ou atitude, uma expressão de pensamento e, assim por diante. Todas essas mensagens podem ser interpretadas de forma diferente por cada indivíduo leitor, considerando que a descodificação depende do histórico de vida de cada pessoa.


segunda-feira, abril 09, 2007

O Brincador


" Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor. Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for. Queo brincar de manhã à noite, seja com o que for.
Quando for grande, quero ser um brincador.
Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor. tenho mais em que pensar e muito mais que fazer. Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar, como imagina um imaginador...
A minha mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida. E depois acrescenta, a suspirar: " é assim a vida". Custa tanto a acreditar. Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar.
A vida é assim? Não para mim. Quando for grande. quero ser um brincador. Brincar e crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta.Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar mesmo depois de morta. Na minha sepultura, vão escrever:" Aqui jaz um brincador. Era um homem simples e dedicado, muito dado, que se levantava cedo todas as manhãs para ir brincar com as palavras."
Álvaro de Magalhães.

quinta-feira, abril 05, 2007

Biblioteca(s) II

Conhecem alguma biblioteca assim?
Eu já vi... algo parecido!!! felizmente são uma minoria.

quarta-feira, abril 04, 2007

Biblioteca(s)


" A Biblioteca infinita pode revelar-se supérflua, uma vez que um simples livro, uma só palavra, pode conter todos os restantes livros e palavras."
Albert Manguel

terça-feira, abril 03, 2007

Dia Internacional do Livro Infantil II

Parabéns Gémeo Luís!
Obrigada, pelas ilustrações.... e pelas histórias a que elas nos encaminham.

segunda-feira, abril 02, 2007

Dia Internacional do Livro Infantil

Desde de 1967 , proposto por Jella Lepman, que dia 2 de Abril se festeja o Dia Inmternacional do Livro Infantil. A data foi escolhida como homenagem a Hans Christian Andersen, pois esta é a sua data de aniversário.
Neste dia celebra-se o amor à leitura e é uma forma de chamar a atenção para a importância dos livros para crianças.
Partilhe livros com os mais novos!
Ofereça livros aos mais jovens!
Leia livros aos mais jovens!

domingo, abril 01, 2007

A Leitura


Como aquele antiquíssimo burro, talvez o da minha infância,
ave imortal não nascida para morrer
que imovelmente me fita da lembrança,
alguma voz anterior fala no que posso escrever

e no que posso ler; talvez o anjo cabalístico
tocando-me o lábio superior ao nascer
me tenha condenado ao destino paroxístico
e ocioso de repetir, repetir, repetir,
até, puro de novo, me calar por fim,
eu que, com minhas mãos, matei o albatroz,
que culpa penerá então a minha alheia voz
dos meus versos, nos vossos errando sem mim?
Não, não me peçais ainda concordância,
estarei ocupado de mais à minha escuta
no coração e na boca, no oiro e na cicuta,
e na escuridão dos livros, talvez os da minha infância.
Manuel António Pina, in Os Livros